O que será das faculdades públicas brasileiras no amanhã? É fundamental saber quais são os planos do futuro presidente para a nossa Educação
Eleições à vista e tantos assuntos – seríssimos – para serem tratados no Brasil.
Será que o candidato que você escolheu tem propostas interessantes – e executáveis – por exemplo, para a Educação?
Eis um setor que, como sabemos, carece de toda a atenção em nosso país.
O artigo 207 da Constituição Brasileira traz que a universidade é uma instituição que oferece ensino, pesquisa e extensão e que essas três atividades são indissociáveis (pelo menos dentro das universidades). Diz ainda que as universidades gozam de autonomia.
Pois bem. Papel aceita tudo, certo?
Na prática é tudo bem diferente.
O parágrafo citado constitui a pedra fundamental do arcabouço burocrático do ensino superior no Brasil.
Em nosso Ensino Superior há instituições que – por conta da excelência em qualidade – poderiam estar localizadas em países desenvolvidos. Também contamos com departamentos (em várias instituições) que se destacam pela qualidade diferenciada.
Porém, ninguém nega, nosso modelo único de universidade e a falta de mecanismos adequados para estimular a eficiência e a qualidade criam enormes distorções e desperdícios.
A verdade nua e crua é que – em meio a diversos problemas gravíssimos – por não gozarem da autonomia descrita em nossa Carta Magna, as universidades federais acabam por monopolizar o tempo e a atenção dos ministros da Educação.
Em paralelo a isso, se pararmos para observar, são visíveis as diferenças de qualidade e eficiência entre nossas instituições federais de ensino superior.
O ensino médio técnico, por exemplo, pode ser – facilmente – considerado como inoperante se tomarmos por critério o número de graduados que, ao concluí-lo, se dirigem, efetivamente, para o mercado de trabalho.
Logo, é fundamental saber do futuro presidente quais são – de fato – seus planos para atualizar, modernizar e abrir novos horizontes para as universidades públicas brasileiras.
[Fonte: Veja.com]